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domingo, 25 de abril de 2010

Grêmio vence Grenal e garante vantagem

O Grenal 380 prometia ser difícil, o último clássico decisivo aconteceu em 2006, onde o Grêmio foi Campeão Gaúcho após dois empates. Nenhuma das duas equipes passam tranqüilidade a torcida e os resultados decidirão o destino de ambas equipes e seus respectivos técnicos. O primeiro clássico aconteceu hoje no Beira-Rio, pois mesmo sendo o Inter campeão da Taça Fábio Koff, quem teve melhor campanha e decidirá em casa será o Grêmio, vencedor da Taça Fernando Carvalho. A partida foi emocionante e a nossa vitória foi merecida e suada.

A surpresa do Grêmio era o jovem Neuton improvisado na lateral-esquerda. Os dois times se assemelhavam, e ambos se revezavam no domínio do primeiro tempo. O clássico começou com as equipes se estudando, e logo aos 7 minutos a torcida do Grêmio teve um susto, parecia que o fantasma dos Grenais estava de volta, após gol em impedimento de Alecsandro, bem anulado pelo árbitro. Após o susto o Grêmio foi crescendo na partida e só não abriu o placar porque Jonas e Borges desperdiçaram grandes chances. Essa leve vantagem do Grêmio terminou na metade do primeiro tempo, e foi a vez do Inter tomar conta da partida.

Em duelo individual, Walter seguia com vantagem em cima de nosso zagueiro Mário Fernandes. Mesmo com o ataque do rival, o Grêmio não deixou o Inter marcar e Victor precisou fazer grandes defesas, em um dos lances a bola raspou o travessão. Logo depois se principiou uma confusão na área do Grêmio, mas após cartão amarelo para cada lado de Alecsandro e Rodrigo, a discussão ficou nisso. E o primeiro tempo também, com um grande equilíbrio, chances e momentos de domínio para os dois lados, fomos ao intervalo com o placar zerado e ansiosos para a segunda etapa.

O Grêmio voltou para a segunda etapa mais empolgado, parecia até que estava em seus domínios. Neuton, que era a dúvida na torcida, passou a ser unanimidade e Jonas criava grandes oportunidades, o gol só não veio antes porque Abbondanzieri defendeu. No Inter quem atacava era Walter. Mas o futebol que o Tricolor jogava era prenuncio de gol, e o gol logo veio, aos 22 minutos com uma cabeçada certeira de Rodrigo, que fazia seu primeiro gol no Gaúchão e o segundo gol pelo Grêmio. A essas alturas o Grêmio já merecia o gol e o Grêmio mais uma fez calou o estádio da beira do Guaíba.

Com o gol o Inter se atirou ao ataque, coitado, não sabia que estava armando sua própria armadilha. Como se não bastasse apenas um gol, o Grêmio aproveitou a aflição do adversário e no finzinho, aos 42 minutos marcou outro belo gol, novamente de cabeça. A joga iniciou com cobrança de falta de Rochemback e o artilheiro Borges completou para o fundo das redes, fazendo 2 a 0 em pleno Beira-Rio. Com uma boa arbritagem e destaques para o time montado por Silas, como a boa surpresa Neuton, o Grêmio tem a vantagem para a grande final.

Com o placar de 2 a 0, o Grêmio tem vantagem para a grande finalíssima que acontece no próximo domingo no Olímpico, o Grêmio pode até perder por 1 a 0 que garante mais um título no memorial. Porém, sem essa história de já ganhou e salto alto, isso é o que menos precisamos pelos lados da Azenha. Mas antes da grande final do Campeonato Gaúcho, o Grêmio faz seu jogo de ida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, no Maracanã contra o Fluminense. O jogo acontecerá na próxima quinta-feira, às 21:30. Torcer para que o Tricolor continue jogando o futebol que jogou hoje e fez calar o Beira-Rio.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

No Grenal, pagamos por nosso erro

Em Erechim, o Colosso da Lagoa dividido em azul e vermelho mostrava que era dia de Grenal, o primeiro de 2010 e o número 379 da história. Logo no início do ano, o clássico é a maior prova de como está o time que foi montado durante a pré-temporada. A escalação do Inter foi a seguinte: Lauro; Bolívar, Índio e Fabiano Eller; Nei (Bruno Silva), Guiñazu, Sandro, Giuliano (Andrezinho) e Kleber; Taison (Edu) e Alecsandro. Já o Grêmio foi escalado com: Victor; Maurício, Rafael Marques e Mário Fernandes; Joílson, Ferdinando, Adilson (Maylson), Souza e Lúcio; Jonas (Hugo) e Borges.

Silas escalou a equipe no 3-5-2, onde Mário Fernandes voltou para sua posição de origem e Joílson foi a surpresa, começando o jogo na lateral direita. Na lateral esquerda, outra surpresa com Lúcio no lugar de Fábio Santos. O meio de campo não teve o recém contratado Hugo, por opção do técnico e contou com Ferdinando. Como dupla de ataque tínhamos Jonas e Borges. Com esse time começamos o clássico Grenal.

A palavra do primeiro tempo do clássico foi equilíbrio, dessa maneira pode se explicar como foi o jogo. As duas equipes se equivaleram, o Inter se mostrou organizado e o Grêmio mostrou enorme vontade, ambos tiveram grandes oportunidades de marcar. Jonas e Borges tiveram grandes chances cara a cara com Lauro, mas não converteram. Do lado colorado, Taison tentava marcar, mas parava em Victor. Um típico jogo de “lá e cá”, cheio de oportunidades e equilíbrio, que acabou sem gols na primeira etapa.

Como acabou o primeiro tempo, com equilíbrio e cheio de oportunidades, começou a segunda etapa. Até que os dois técnicos decidiram mudar a equipe, aos 15 minutos, Fossati trocou Giuliano por Andrezinho. Já Silas cometeu o mesmo erro de Roth em clássicos pelo Grêmio, colocando a equipe em um 3-6-1, tirando Jonas e colocando Hugo, que era forçado a ficar adiantado, para não isolar Borges no ataque. Hugo pouco fez na partida. Erros assim costumam custar uma vitória.

Mas o pior estava para acontecer, bastava esse erro, logo depois aos 30 minutos, Souza torceu o joelho e teve que sair de campo e d um erro de entendimento entre Silas e o médico gremista em sua substituição fez o time ficar alguns minutos com 10 em campo. O Inter não perdoou e se aproveitou do erro adversário. Edu fez jogada veloz passou pra Alecsandro, que na entrada da área chutou no canto esquerdo de Victor, para fazer o gol do jogo.

Após o gol a confusão e desentendimento da comissão técnica gremista foram incríveis, já que o médico gremista não comunicou a Silas que Souza não voltaria, assim, ficamos com 10 em campo. Novamente o Grêmio perde um Grenal, por seus próprios erros, a torcida não agüentou e chamou Silas de burro. No último minuto quase conseguimos empatar com uma bolada na trave de Maylson, mas a vitória ficou mesmo com eles. Sinal de alerta quanto ao Silas.

Por Alessandra Formagini
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domingo, 25 de outubro de 2009

Eu preciso falar de meu gremismo.

Por Alessandra Formagini.

Hoje, diferente das outras rodadas, não quero falar sobre o jogo do Grêmio, não quero falar dos gols, de quem errou ou de quem venceu. Eu sei que Grenal é importante, sei disso desde que nasci, e mais ainda este de hoje que decidiria quem segue na luta pela Libertadores e título. Mas hoje não quero falar disso, preciso falar de meu gremismo.

Um Grenal não é apenas três pontos em disputa, não é apenas dois lados, muito menos apenas um jogo. Ele decide e marca para sempre vidas e destinos. Na tarde de hoje, não pude assistir o jogo, devido não ser televisionado pela TV local, assim, junto a duas amigas também gremistas, escutei pelo rádio. E devo confessar que não prestei muita atenção no jogo, no esquema tático ou nos lances, mas nunca deixei de prestar atenção no verdadeiro Grenal.

Sim, o verdadeiro Grenal que me fez fazer piada e dar risada mesmo quando nós estávamos perdendo, que fez exaltar a mesma história, mesmo hoje, ela tendo um parágrafo negro, que continuou a me fazer gostar dos mesmos jogadores mesmo quando eles não jogavam bem, ou nem se quer jogavam mais. O sentimento mais puro e verdadeiro que se sente em um Grenal, que sente quem é gremista, de continuar a ser Grêmio, onde o Grêmio estiver.

Não vou negar a raiva, o ódio, os palavrões, a ansiedade e nem a vontade (tenra vontade) de largar tudo ou matar todo mundo, tudo o que se presencia em um bom Grenal. Nem vou negar que falei mal do juiz, do técnico, do jogador e principalmente do colorado, mesmo às vezes nem sabendo certo o porquê, poré, era o coração que me mandava e eles estavam “contra” o Grêmio.

Mas o melhor vi depois do jogo, depois do erro tático na escalação de Autuori, do gol de D’Alessandro, da falha de Victor, da ínfima derrota do Grêmio. Foi quando sai ao centro da cidade, mesmo sem a camiseta do Grêmio por puro medo da violência de alguns colorados, e vi outros gremistas com suas camisetas, com a cabeça erguida. Vou confessar que bateu o arrependimento de não estar usando o manto tricolor por puro medo e foi incompreensível o tamanho do orgulho que senti por pertencer a essa nação.

A derrota é decepcionante, mas se aprende mais nos erros do que nos acertos, podemos até não ir a Libertadores (temos duas, eles querem tentar empatar). Mas mesmo assim, sem a arrogância tomar conta de mim, quero continuar com esse sentimento, com esse gremismo que cresce cada vez mais em minha alma. Eu quero continuar a torcer por essa nação que não precisa de uma vitória para sair de casa com sua camisa, fazer festa e celebrar seu time.

Eu quero (e preciso) mostrar meu gremismo ainda por muitos anos, e muitas manhãs poder sair com a camiseta do meu time, necessito de amigos colorados e gremistas em Grenais, necessito das derrotas e vitórias para aprender a viver. Assim, mais do que tudo, quero guardar em minha alma dias como esse e não esquecer toda noite de agradecer a Deus por ter me feito gremista e necessitar do gremismo para viver a vida. Na derrota, na vitória, onde o Grêmio estiver, até que a morte nos separe.

Acesse o Blog da Ale: http://ale-gremista.blogspot.com/

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