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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Grêmio perde em casa e é eliminado

Após ser campeão do primeiro turno, correspondente à Taça Fernando Carvalho e completar a primeira fase da Taça Fábio Koff com 100% de aproveitamento, o Grêmio chegou às quartas-de-final do segundo turno. Com uma campanha de 15 vitórias consecutivas além de 51 jogos invictos em casa, o Tricolor disputou vaga contra o Pelotas, no Olímpico. E transformou o que seria um jogo de classificação fácil (até pelos próprios números apresentados) em um jogo dramático e histórico, assim o título Gaúcho que já era dado como certo por alguns gremistas, é colocado em risco.

O time não foi o Grêmio forte e estruturado dos últimos jogos. Foi um primeiro tempo de péssima qualidade, erros de passes, desorganização e de domínio do Pelotas, já que o Grêmio não conseguia se impor em campo. Até os 32 minutos somente os visitantes atacavam, a torcida chegou a perder a paciência várias vezes, um dos destaques negativos foi do meio-campo Douglas. Mesmo com pouco futebol e merecimento, o Grêmio conseguiu abriu o placar aos 47 minutos, após arremesso lateral passado para Bérgson, que cruzou na medida para Maylson abrir o placar para o Grêmio. Ainda no primeiro tempo o juiz começou sua sessão de erros, após não ver um pênalti do goleiro Jonathas em cima do atacante gremista Jonas.

O placar não mostrou o que aconteceu realmente dentro de campo, o Grêmio foi dominado durante o jogo, e o Pelotas só não marcou por erro de conclusão. Se no primeiro tempo o Tricolor jogou mal e estávamos à frente, no segundo tempo foi totalmente ao contrário. Quando o Grêmio pareceu estar tendo uma (pequena) melhora, o Pelotas se mostrou vivo, mesmo parecendo que o jogo iria terminar sem sustos: aos 20 minutos Tiago Duarte foi lançado com a zaga desarrumada, Victor saiu para tirar a bola, mas em um erro do nosso capitão fez com que o juiz assinalasse o pênalti, cobrado e convertido por Tiago Duarte: 1 a 1.

Parece que a sina das quartas-de-final estava continuando, já que os outros três jogos da fase foram decididos nas penalidades. O Grêmio estava sendo surpreendido em casa, com erro de Victor, um time totalmente desorganizado e diferente dos últimos jogos.Sobre a escalação, o Silas não estava em um dos seus melhores dias, Douglas foi uma lástima e as trocas infelizes: Mithyuê não estava nem no banco de reservas, Maylson teve que ser substituído por Leandro, e Hugo entrou no jogo, ambos voltavam de lesão. Mas a situação, que já era difícil, iria piorar.

O jogo que deveria ser comemorado por ser o 100° de Jonas no Grêmio teve esse acontecimento quase esquecido, lembrado apenas no gol claro que ele perdeu. Para aflição dos gremistas o empate persistia mesmo com o time se jogando todo ao ataque, o golpe fatal do Pelotas (e do juiz) foi dado as 32 minutos, após finta em cima de Mário Fernandes, o jogador Clodoaldo cair dentro da área e o juiz assinalou o pênalti, novamente Tiago Duarte cobrou e converteu. E o que de pior podia acontecer, estava acontecendo. O Grêmio continuou tentando atacar, buscando o empate que levaria o jogo aos pênaltis, mas para a surpresa de todos, o Pelotas vence por 2 a 1 o Tricolor.

Parece inacreditável, mas o Grêmio acabou sendo eliminado pelo humilde Pelotas pelo placar de 2 a 1. Pior que a eliminação, foi ver cair por terra estatísticas como a de 15 vitórias seguidas e 51 jogos invictos no Olímpico, números praticamente impecáveis. Agora é hora de repensar algumas coisas e perceber que o Grêmio já estava tendo (mesmo sem querer) o velho salto alto, parecendo que o jogo estava ganho, antes mesmo de ser jogado e acordando a torcida, que agora ver que o time não é essa maravilha, não é surpresa voltarem as vaias.

A torcida deixou-se levar pelo momento de ascensão, mas não percebeu que embora tivesse 15 vitórias consecutivas, todos os times tinham um nível muito menor de futebol, e quando enfrentamos um rival a nossa altura, que também disputa a série A, perdemos. Não dá pra culpar somente o juiz, somente o técnico e também não tem porquê desmerecer o Pelotas. É hora de repensar, será que o nosso futebol estava tão bom como pensávamos e estava maquiado por jogos de Estadual? A invencibilidade ia ser quebrada cedo ou tarde, melhor que seja agora contra o Pelotas, do que em um possível Grenal, na final onde já estamos garantidos.

O foco volta para a Copa do Brasil, o Grêmio enfrenta o Avaí na próxima quarta-feira as 21:50 no Olímpico, buscando a vantagem para o jogo de volta das oitavas-de-final. Enquanto isso, também aguarda o adversário para a final do Gaúchão 2010 que ficará entre Inter, Pelotas, São José e Ypiranga.

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domingo, 17 de janeiro de 2010

Susto e raça na estréia

Na estréia do Grêmio em 2010, pelo Campeonato Gaúcho (Taça Fernando Carvalho), a equipe mostrou que apesar de mudanças no plantel, continua a ser o time aguerrido de sempre. As impressões do primeiro jogo foram de um time ainda desentrosado, que precisa de mais ritmo de jogo e mais que tudo, que precisa de laterais. Tanto que Henrique, improvisado, precisou da ajuda de Adilson e Hugo em campo.

O Pelotas, dentro de casa, se impôs ao Grêmio, mostrou sua ofensividade e seu poder de marcação, o Tricolor parecia assustado e perdido em campo. O forte calor fez com que houvesse uma parada para hidratação dos jogodores, porém não “esfriou” nem um pouco o time pelotense. E o que parecia surreal e improvável para os gremistas estava prestes a acontece.

Aos 31 minutos, Thiago Duarte bateu cruzado na área e abriu o placar. Como se não fosse suficiente, um minuto depois o Pelotas amplia o placar com o experiente Sandro Sotilli, após cruzamento de Thiago Duarte: 2 a 0 e desanimo gremista. Dessa maneira o jogo foi para o intervalo.

A conversa no vestiário, a mudança de esquema tático e a entrada de Jonas fizeram com que o Grêmio voltasse diferente pro campo, principalmente em espírito. A raça gremista se mostrou presente e o time era mais ofensivo e conseguiu se organizar em campo. A reação veio aos 9’ minutos, após Leandro ser derrubado pelo goleiro, o juiz assinalou pênalti, cobrado com personalidade por Jonas, que desconta no placar.

O gol animou o time e após a expulsão de Dick o jogo parecia outro. O empate veio aos 35’ com Borges, que marcou e estreou com tudo pelo Tricolor. A virada ficou por conta do menino Maylson, que entrou no segundo tempo, aos 38’ após rebote de Hugo, fazendo 3 a 2 para o Grêmio. Antes do jogo terminar, o goleiro pelotense foi expulso.

Ainda com deficiências, mas com a mesma raça o Grêmio estréia. Nosso próximo jogo será quinta-feira, na nossa estréia no Olímpico, contra o Caxias, às 19:30.

Acesse também: http://ale-gremista.blogspot.com

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